PROGRAMA DE FORMAÇÃO E PESQUISA EM COMÉRCIO INTERNACIONAL

A Coordenação da Missão do Brasil junto à OMC informa que o prazo para apresentação de candidaturas para participar do processo seletivo do Programa de Formação Complementar e Pesquisa em Comércio Internacional, mantido pela Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras Organizações Econômicas em Genebra (DELBRASOMC), foi prorrogado por duas semanas.  O novo prazo para envio de candidaturas encerra-se em 1 de agosto, meia-noite (horário de Brasília).  Referido programa tem por objetivo desenvolver e complementar a educação e o treinamento de profissionais e acadêmicos brasileiros na área de comércio internacional, com ênfase na prática da Organização Mundial do Comércio (OMC) e demais entidades econômicas sediadas em Genebra.  Para a próxima turma (Turma 41), serão abertas 2 (duas) vagas para o setor privado. O Programa terá duração de 12 semanas, com início em 17 de setembro de 2018 e encerrando no dia 7 de dezembro de 2018.

Edital convocatório e regras do Programa estão disponíveis no site da Delegação: http://delbrasomc.itamaraty.gov.br/pt-br/

Dúvidas, esclarecimentos e/ou informações adicionais poderão ser encaminhadas ao e-mail da Sra. Beatriz Stevens,  Coordenadora do Programa,  através do e-mail: beatriz.stevens@itamaraty.gov.br,ou diretamente pelo telefone +41 22 929 0913.

RADAR GENEBRA – Boletim Semanal

71a. Edição – 06 a 13 de julho de 2018

Publicação semanal elaborada pela Turma do Programa de Formação Complementar e Pesquisa em Comércio Internacional mantido pela Delegação do Brasil OMC.  O documento visa traçar um panorama não exaustivo dos principais acontecimentos nos temas de acompanhamento deste posto diplomático, destacando notícias relevantes, publicações recentes e eventos de interesse que ocorrerão em Genebra e outras localidades.

Maiores informações sobre o Programa, assim como as edições anteriores do Radar Genebra, estão disponíveis no próprio site da Missão: https://drive.google.com/open?id=1d7Kfkx2YAgfbfZM0NkLhEJhH6T_Zy7x      e  http://delbrasomc.itamaraty.gov.br/pt-br/programa_de_formacao_complementar.xml

EXCESSO DE CÚPULAS

Por Rubens Barbosa

A realização da VIII Cúpula das Américas em Lima em abril passado sugere uma reflexão sobre as sucessivas reuniões presidenciais que vem ocorrendo no continente americano sem apresentar um caminho para os países da região em temas de interesse geral.

Caso o número de reuniões de alto nível de fato engendrasse coordenação e resultados concretos, as Américas seriam um exemplo para o mundo e se apresentariam com um modelo de entendimento e cooperação.

Se houvesse resultados concretos para os 34 países da região, a partir de discussões objetivas e desideologizadas, os encontros poderiam ser positivos e deveriam ser apoiados. Mas não é o que ocorre. Poucos guardarão na lembrança  alguma conclusão das oito Cúpulas das Américas, inclusive desta última. À exceção, talvez, da primeira, que ocorreu em Miami em 1994 quando, inaugurando uma estratégia de negociação comercial, os EUA (mais…)

CALOTE NO BNDES

Por Rubens Barbosa

A politica de generosidade que os governos lulo-petistas implantaram no Brasil de 2003 a 2016, regada a corrupção, beneficiou empresas nacionais amigas do governo do PT e financiadoras de muitos políticos. E, no exterior, governos autoritários de países ideologicamente afinados. A conta dessa farra com os recursos públicos, em grande parte advinda dos Fundo de Assistência ao Trabalhador, está sendo apresentada agora com os sucessivos calotes sofridos pelo BNDES, obrigando o Tesouro a ressarcir o banco e honrar as garantias oferecidas aos empréstimos.

Estranhamente, em 2012, o então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio assinou decreto impondo sigilo até 2027 sobre os empréstimos do BNDES, por coincidência, logo após a entrada em vigência da lei de Acesso à Informação. Com renovadas suspeitas de corrupção cercando os empréstimos internos e externos do Banco, em 2015, o Congresso aprovou decreto legislativo que suspendeu o sigilo, vetado de imediato pela presidente Dilma Rousseff. Só em julho de 2015, um juiz federal, atendendo a pedido do Ministério Público, suspendeu o decreto de 2012.

Levantada a barreira legal, o (mais…)

RADAR GENEBRA – Boletim Semanal

68a. Edição 18 a 22 de junho

Publicação semanal elaborada pela Turma do Programa de Formação Complementar e Pesquisa em Comércio Internacional mantido pela Delegação do Brasil OMC.  O documento visa traçar um panorama não exaustivo dos principais acontecimentos nos temas de acompanhamento deste posto diplomático, destacando notícias relevantes, publicações recentes e eventos de interesse que ocorrerão em Genebra e outras localidades.

Maiores informações sobre o Programa, assim como as edições anteriores do Radar Genebra, estão disponíveis no próprio site da Missão: https://drive.google.com/open?id=1uu_CNIDgfBzJoPUcdYYHKQTx9n8LUgL1

UNIVERSIDADE DE COIMBRA – Formação Avançada

A Universidade de Coimbra acaba de criar um Curso de Formação Avançada sobre a relação da China com os Países de Língua Portuguesa (CPLP), colmatando a falta de conhecimento existente nesta área. O objetivo é, por isso, explicar o funcionamento dos sistemas políticos, jurídicos e cultura empresarial destes dois mundos e a forma como eles se relacionam, fornecendo ferramentas necessárias para singrar neste contexto. As temáticas abordadas incluem a gestão intercultural, as relações comerciais, o investimento e o turismo, com particular referência à iniciativa chinesa da “Nova Rota da Seda”.

Os seminários estão organizados por módulos lecionados pelos melhores especialistas nacionais e internacionais da área, garantindo uma diversidade de perspetivas na transmissão do conhecimento. A Universidade de Coimbra oferece um (mais…)

GUERRA COMERCIAL E REFORMA DA OMC

Por Rubens Barbosa

A instabilidade no comércio internacional tem aumentado de forma significativa nos últimos meses. Noticias recentes mostram que o governo norte-americano voltou a indicar que prosseguirá com a aplicação de medidas contra a China com base na Lei de Segurança Nacional. O governo chinês mostrou-se surpreso com essas declarações, que vão em sentido contrário ao aparente consenso já alcançado entre as partes. Na mesma linha de endurecimento da atitude norte-americana, no dia 31 de maio, o secretário de comércio dos EUA, Wilbur Ross, confirmou a aplicação de sobretaxas de 25% e 10% sobre o aço e o alumínio originários do Canadá, do México e da União Europeia. Ross já havia manifestado insatisfação com a exigência de Bruxelas em iniciar negociações apenas após garantia de que o bloco estaria isento das sobretaxas de forma permanente. No caso de Canadá e México, o secretário afirmou que a renegociação do NAFTA ainda levaria tempo, o que justifica a aplicação imediata das medidas. Logo após a notícia da entrada em vigor das sobretaxas norte-americanas, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Junker afirmou que “não resta outra alternativa ao Bloco senão iniciar uma disputa na Organização Mundial de Comércio (OMC) e impor tarifas adicionais a uma série de produtos originários dos EUA”. Na reunião do G-7, (mais…)

VENEZUELA: CRISE E DIREITOS HUMANOS

Por Rubens Barbosa

As eleições na Venezuela, controladas pelo regime autoritário de Caracas, como previsível, reelegeram Nicolas Maduro como presidente de um pais cada vez mais isolado e mergulhado em terrível crise politica, econômica e social. Muitos dos principais lideres oposicionistas estão presos e a oposição boicotou a eleição. O governo estimulou o voto dos eleitores com recompensa financeira e acesso a programas de bem-estar social. A participação de observadores internacionais independentes foi negada. Um militar que apoiou Hugo Chaves, Henri Falcon, estava, até a véspera,  liderando com folga as pesquisas de opinião e contestou o resultado. Tudo indica que houve uma monumental fraude.

O crescente isolamento do governo bolivariano agrava a crise econômica, com a falta de alimentos e de medicamentos, com a  queda do crescimento (menos 15%) e com a espiral inflacionária (13.000%)  e com  (mais…)

NA ARGENTINA, REFORMAS DIFÍCEIS E CRISE DE CONFIANÇA

Por Rubens Barbosa

Aumento da taxa de juros e a valorização do dólar nos Estados Unidos tiveram impacto nos mercados emergentes, com a desvalorização das moedas nacionais. O que está acontecendo na Argentina é mais um exemplo de como as fronteiras entre fatores externos e a política econômica interna dos países desapareceram. O aumento da taxa de juros e a valorização do dólar nos Estados Unidos tiveram impacto nos mercados emergentes, com a desvalorização das moedas desses países.

 + ‘Se a Argentina não tem dinheiro, não deve gastar’, diz economista

A combinação desses fatores com decisões políticas como a criação de imposto sobre receitas financeiras e a defesa do peso, além de um crescente déficit fiscal que chegou a 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB), praticamente o dobro do existente no Brasil, geraram desconfiança com a atuação do governo e do Banco Central. Como resultado, caíram os investimentos, o risco país aumentou, a desvalorização do dólar se acelerou, a taxa de juros foi seguidamente elevada (ate 40%) e houve perda sensível das reservas, forçando o presidente Maurício Macri a recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

+ Em dificuldade, Argentina recorre ao FMI para conter disparada do dólar

O pedido de US$ 30 bilhões ao FMI para fazer frente ao risco cambial e aos crescentes problemas econômicos que desestabilizaram a economia desde o início do ano foi igual ao que foi solicitado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso pouco antes das eleições de 2002, e que ajudou a superar a crise daquele momento. (mais…)