A POLÍTICA EXTERNA E O NOVO GOVERNO

Por Rubens Barbosa*

O presidente Jair Bolsonaro enfrentará o mais imprevisível e complexo cenário internacional desde 1945. O multilateralismo (ONU e OMC) e a globalização estão sob ataque com o risco concreto de uma guerra protecionista, colocando em perigo a ordem liberal e ameaçando trazer de volta a recessão.

Políticas equivocadas nos 15 anos do PT colocaram o Brasil em uma situação de isolamento nas negociações comerciais, de atraso na inovação e tecnologia, de perda de poder, (mais…)

RADAR GENEBRA – Boletim Semanal

78a. Edição – 5 a 9 de novembro de 2018

Publicação semanal elaborada pela Turma do Programa de Formação Complementar e Pesquisa em Comércio Internacional mantido pela Delegação do Brasil junto à OMC.  O documento visa traçar um panorama não exaustivo dos principais acontecimentos nos temas de acompanhamento deste posto diplomático, destacando notícias relevantes, publicações recentes e eventos de interesse que ocorrerão em Genebra e outras localidades. Para acompanhar nossa atuação nos fóruns multilaterais em Genebra, siga também a Missão do Brasil junto à OMC e outros Organismos Econômicos Internacionais nas redes digitais!  https://www.facebook.com/BrasilOMC/

Para a íntegra desta edição:  https://drive.google.com/open?id=1EJ-hPH0RfKHQSIdcPs0VjHYFSmald1sV

AS ELEIÇÕES E A CRISE

Por Rubens Barbosa*

A sociedade brasileira ainda não se deu conta da gravidade e da profundidade da crise em que o país se encontra e dos desafios que o novo governo deverá enfrentar.

As demandas internas são semelhantes àquelas que tiveram influência decisiva nas eleições americanas, na Argentina, na Colômbia e no México: descontentamento generalizado com a corrupção em todos os níveis, com a crescente violência, pobreza e desigualdade entre as pessoas e regiões. A percepção da injustiça (enquanto muitos trabalham, outros continuam a roubar),  da falência do Estado (que cresceu muito, aumenta impostos e oferece serviços ineficientes), da desordem pública (com a desobediência às leis), do custo e do tempo perdido com a burocracia crescente, entre outros fatores, gerou o clima que, como em outros países, fez com que os eleitores “ficassem contra tudo que está aí”. As preocupações se concentraram sobretudo na necessidade de estabilidade econômica, austeridade fiscal e governança da administração pública. A nossa carga tributária é uma das maiores do mundo, a economia permanece fechada e a desindustrialização afeta todos os setores. O país dividido entre o “nós e o eles”, a classe política, o Congresso e mesmo o Judiciário com baixo nível de aceitação pela opinião pública expuseram as flagrantes deficiências do governo.

Na recente campanha, os candidatos pouco focaram nesses temas, nem demonstraram liderança política clara que pensasse e atuasse com visão de futuro para indicar os caminhos do crescimento e do emprego. Alguns temas passaram longe das preocupações dos candidatos. Defesa, Política Externa, Comércio Exterior e (mais…)