INFRAESTRUTURA E COMÉRCIO EXTERIOR

Por Rubens Babosa*

A perda da competitividade da economia brasileira é um problema sistêmico e sua correção demandará um enorme esforço por parte do governo e do setor privado para recolocar o Brasil na rota do crescimento a níveis elevados e do aumento das exportações de produtos manufaturados.

O comércio exterior é uma das áreas mais afetadas pelos altos custos e ineficiências da economia.  O Brasil possui sérias deficiências na infraestrutura de distribuição de bens e serviços. A densidade das malhas rodoviárias e ferroviárias está bem abaixo dos países desenvolvidos e até mesmo dos emergentes. Em avaliações qualitativas recentes em matéria de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, o pais apresenta padrões mais desfavoráveis, se comparado com outros grupos de países.

As despesas de transporte, manutenção da frota e armazenagem representam uma fração relevante dos custos das indústrias e dos exportadores. As limitações na infraestrutura logística, como a saturação da capacidade e a precária conservação de grande parte das rodovias e vias de transporte urbano acarretam no Brasil custos bem superiores aos que são arcados por indústrias instaladas em países com melhor infraestrutura e (mais…)

INTERLOCUÇÃO – PROGRAMA TV ESTADÃO-IRICE

Primeira Edição – 23/08/2019

Dentro das iniciativas do IRICE para 2019, começou a parceria TV Estado e o Instituto para a transmissão, inicialmente mensal,  de programa sobre política externa e comercio exterior. Assim sendo, foi ao ar no dia 23 de agosto passado a primeira edição do programa Interlocução:  O Brasil no Mundo.  Nesse primeiro encontro, com a participação também do editor internacional do Estadão,  Rodrigo Cavalheiro, foram discutidas questões relativas à eleição americana, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul e as relações bilaterais entre Brasil e EUA. Para assistir à íntegra da entrevista: https://youtu.be/RJa9bP8pSUw.

 

DIPLOMACIA AMBIENTAL

Por Rubens  Barbosa*

O debate atual sobre as queimadas, o desmatamento e o garimpo ilegais ganhou repercussão internacional e transformou-se na mais grave crise externa brasileira desde os anos 70 e 80, causada também por críticas às politicas de meio ambiente e de direitos humanos.

No Brasil, vivíamos em um governo militar e um de seus dogmas era “Amazônia, integrar para não entregar”. A visão defensiva prevalecia em 1972, por ocasião da histórica Conferência Internacional sobre Meio Ambiente, organizada pela ONU, em Estocolmo. A retórica do atual governo repete os argumentos dos militares de então. Na época, a sanção foi politica, com a deterioração da imagem do Brasil no exterior.

No último dia 29, sucedi ao naturalista e homem público Paulo Nogueira Neto na Academia Paulista de Letras. Em discurso de posse, recordei a atualidade da atuação de Nogueira Neto, responsável pela politica ambiental, pela legislação interna e pela criação de estruturas administrativas como a SEMA e Ibama, que desaguaram no atual Ministério de Meio Ambiente. No âmbito governamental, participou da referida Conferência de Estocolmo de Chefes de Estado. A atuação do Brasil é lembrada por (mais…)

EX EMBAIXADOR RUBENS BARBOSA TOMA POSSE NA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

Com a presença de eminentes acadêmicos e ilustres convidados, ocorreu no dia 29 de agosto passado a cerimônia de posse do diplomata e ex Embaixador Rubens Barbosa na Academia Paulista de Letras, eleito em junho passado. Em seu discurso de posse (https://drive.google.com/open?id=1ve_NA9Bb7NkxKPhgEw30aw4ZZL_lFRop),  o diplomata agradeceu o reconhecimento da Academia e  manifestou sua honra em ocupar  a cadeira 10, cujo patrono é o emérito Cesário Mota Junior.  A cadeira foi ocupada entre 1991 e 2019 pelo naturalista e professor Paulo Nogueira Neto, falecido no inicio deste ano.