VENEZUELA: CRISE E DIREITOS HUMANOS

Por Rubens Barbosa*

As eleições na Venezuela, controladas pelo regime autoritário de Caracas, como previsível, reelegeram Nicolas Maduro como presidente de um pais cada vez mais isolado e mergulhado em terrível crise politica, econômica e social. Muitos dos principais lideres oposicionistas estão presos e a oposição boicotou a eleição. O governo estimulou o voto dos eleitores com recompensa financeira e acesso a programas de bem-estar social. A participação de observadores internacionais independentes foi negada. Um militar que apoiou Hugo Chaves, Henri Falcon, estava, até a véspera,  liderando com folga as pesquisas de opinião e contestou o resultado. Tudo indica que houve uma monumental fraude.

O crescente isolamento do governo bolivariano agrava a crise econômica, com a falta de alimentos e de medicamentos, com a  queda do crescimento (menos 15%) e com a espiral inflacionária (13.000%)  e com  (mais…)

O BRASIL NO MUNDO

O Estado de São Paulo – 01 Maio,  2018

O maior desafio que os eleitores deverão enfrentar em outubro é a escolha do modelo de país que queremos não para os próximos quatro anos, e sim para as próximas décadas.

As eleições deste ano terão especial importância porque as escolhas produzirão efeitos, para o bem ou para o mal, muito além do horizonte temporal dos mandatos do próximo ocupante do Palácio do Planalto e dos representantes no Congresso. Há que se ter máximo cuidado ao votar em meio à grande oferta de irresponsabilidades que, embora muito agradáveis aos ouvidos, apresentarão ao País uma conta impagável.

“Nessa eleição, estarão em jogo dois modelos: um para mudar a voz do Brasil no mundo, inserir o País nos mercados internacionais; ou um modelo de mercado fechado. O resultado disso é, de um lado, crescimento sustentável e, de outro, a Grécia”, advertiu o diplomata Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice) e ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos. (mais…)

RESULTADO DAS ELEIÇÕES VAI DEFINIR AS PRÓXIMAS DÉCADAS DO BRASIL

Por Gilberto Amendola, Marianna Holanda e Paulo Beraldo, O Estado de São Paulo

Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior-IRICE afirma que para o País voltar a ter protagonismo no cenário internacional, a escolha do presidente será decisiva.

O diplomata Rubens Barbosa, presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior, afirmou que as eleições presidenciais de 2018 vão definir o futuro do País não só nos próximos anos, mas nas próximas décadas. Segundo ele, para o Brasil voltar a ter protagonismo no cenário internacional, a escolha de um bom candidato será decisiva.

Segundo o diplomata Rubens Barbosa, há “uma visão otimista [para as eleições] desde que o resultado indique um caminho de visão de médio prazo, de abertura, de reformas estruturais, de inserção externa. (mais…)

O DESEQUILÍBRIO DE GÊNERO COMO AGRAVADOR SOCIAL NA CHINA

As opiniões exprimidas nesse artigo são próprias do autor, e não necessariamente refletem as de outros.

Por Renato Whitaker

A revista “The Economist” publicou um artigo em Março de 2018 que tentou explicitar os perigos existentes em uma sociedade polígama[1]. Observando países na África subsaariana e no Centro-Sul asiático – países permissíveis à prática – notou que comumente os dotes são pagos dos noivos ou sua família à noiva ou a família dessa, um chamado “preço de noiva”. Como escreveu o jornalista Jonathan Rauch na revista “The Atlantic” em 2006, isso torna-se um problema na medida em que:  “(…) quando um homem casa com duas mulheres, um homem casa com nenhuma. Quando um homem casa com três mulheres, dois outros não casam. (…) A monogamia dá a todos uma chance igual ao casamento.   A poligamia, por outro lado, cria um jogo de soma-zero que distorce o mercado nupcial, onde uns casam ao custo dos outros”.[2] (mais…)

RESSUSCITANDO A DOUTRINA MONROE

Por Rubens Barbosa

O renascimento da doutrina Monroe é a grande inovação do governo Trump na recém anunciada política externa para a América Latina.

O presidente James Monroe, nos idos de 1823, anunciou que os EUA iriam proteger os países sul-americanos de ameaças de colonização vindas de países europeus: “A América para os americanos”. Posteriormente, em 1904, Theodore Roosevelt ampliou essa política para incluir a defesa de direitos de empresas norte-americanas na América Latina. Essas ações ficaram conhecidas como a Doutrina Monroe e seu corolário. No governo Obama, em pronunciamento feito na sede da Organização dos Estados Americanos, John Kerry, então Secretário de Estado, afirmou, com grande ênfase, que a era da Doutrina Monroe tinha chegado ao fim. (mais…)

BALANÇO DA POLÍTICA EXTERNA DOS GOVERNOS PETISTAS

Por Rubens Barbosa

Publicado pela Interesse Nacional –  Edição no. 40 – Fevereiro-Abril 2018

Os catorze anos da politica externa desenvolvida pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) merecem um estudo mais sistemático. Embora sem ter a pretensão de esgotar o assunto, parece apropriado fazer um balanço dos resultados das opções estratégias assumidas desde 2003 e algumas acentuadas a partir de 2011.

A eleição do presidente Lula trouxe uma visão diferente de mundo: dualidade entre os países ricos e pobres; combate a opressão capitalista e imperialista; mudança da dependência externa brasileira

O declínio do poderio dos EUA e a crítica ao processo de globalização econômica e financeira estavam no centro da visão de mundo do lulopetismo, que requentou temas da esquerda da década de 60 contra a opressão capitalista e o imperialismo.

A retórica oficial ressaltou o interesse do governo em mudar a geografia politica, econômica e comercial global pelo fortalecimento do multilateralismo e pelo fim da hegemonia dos EUA, por meio da reforma dos organismos internacionais e, em especial, do Conselho de Segurança da ONU. Como corolário, politicas começaram a ser desenhadas para mudar o eixo da dependência comercial do Brasil pela redução da influência dos países desenvolvidos e pelo aumento da cooperação com os países em desenvolvimento. (mais…)